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Primavera

É primavera e os ânimos estão exaltados. Pelo menos os de Lorelai e Emily, que já começam no consultório de Claudia (Kerry Butler) tentando colocar para fora toda a carga de mágoas que as duas vêm acumulando ao longo dos anos. Parece ser uma tarefa bem árdua, já que ambas não se dispõem a falar. A ideia surgiu de Lorelai, que no capítulo anterior sugeriu a Emily que ela procurasse um terapeuta para lhe ajudar a contornar todo o peso que a morte de Richard estava causando em sua vida. O tiro saiu pela culatra, já que Emily, na desculpa de que Lorelai conhecesse Claudia, a arrastou com ela para lá. Resultado: as duas estão fazendo terapia juntas, para o infortúnio de Lorelai.

Reprodução / Netflix

Os festivais de Stars Hollow estão de volta! Desta vez, um festival gastronômico internacional serve como pano de fundo para os residentes da cidade mais uma vez mostrarem toda sua peculiaridade. Taylor e Kirk se empenham em repor os 180 países que deram cano no evento. A Sr.ª Kim aparece com um coral pra lá de desafinado. Jackson aparece tão rapidamente que mal notamos sua presença. Uma pena. Duas cenas que merecem destaque: o leilão de cestas que traz uma nostalgia imensa do episódio 2×13 – “A-Tisket, A-Tasket” e Kirk desesperado porque estão assando um leitão.

Divulgação / Netflix
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De volta a Londres, só temos a certeza de que Rory está indo cada vez mais para o lado negro da força. Ao ser vista por Mitchum num restaurante enquanto almoçava com Logan, ele tentou esconder ao máximo a “relação” dos dois. Até o momento me pergunto como ela se sujeita a esse tipo de situação, sendo alguém tão independente e resolvida? Onde está a evolução da personagem que não aceitou um pedido de casamento na última temporada e agora se sujeita a ser amante de alguém comprometido enquanto namora outro? Não estou querendo bancar de falso moralista, mas convenhamos que Rory merece alguém melhor e que não fique sempre na sombra do pai achando que dinheiro pode comprar tudo, até uma entrevista na Condé Nast.

Reprodução / Netflix
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E falando em nostalgia, se tem uma coisa que não falta nesse episódio são momentos que nos levam de volta para a série clássica. A town meeting, por exemplo, que foi hilária e, além de discutir sobre a estadia de atores B na Dragonfly, pôs em pauta uma discussão sobre a primeira parada LGBT de Stars Hollow, um assunto nunca antes tocado na série, o que a faz ganhar pontos comigo. A noite de cinema na cidade, onde Kirk, caracterizado de Eraserhead, vem mais uma vez mostrar cultura pra esse povo e apresenta seu segundo filme, o que me fez ter a certeza de que ele é um dos melhores personagens da série.

Reprodução / Netflix
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Uma das melhores cenas, com certeza foi protagonizada por Paris, que em uma reunião de ex-alunos de Chilton, tem um colapso nervoso no momento em que vê Tristan nos corredores da escola e nos brinda com isso:

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Pela primeira vez Paris se mostra frágil e toda a imagem de mulher bem sucedida e com inúmeras graduações (médica, advogada e especialista em arquitetura neoclássica são apenas algumas delas) é desmoronada ao descobrirmos que ela ainda sente falta do sexo vulcânico com Doyle e que os medos do passado ainda a atormentam. Incluindo Francie, que surge de surpresa no banheiro.

Emily resolve desistir da terapia, mas antes resolve colocar pra fora todos os ressentimentos que guardou de Lorelai por todos esses anos. Mais tarde, Lorelai toma conhecimento disso quando vai ao escritório de Claudia e sua mãe não aparece. Ela resolve desabafar já que a consulta está paga e além de falar sobre como se sente em seu relacionamento com Luke, somos presenteados com uma cena tocante onde ela conta como foi receber a notícia da morte do pai.

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No jantar de sexta, Emily decide ter uma conversa séria com Luke a respeito do testamento de Richard e somos surpreendidos com a notícia de que Luke recebeu uma grande quantia em dinheiro para abrir franquias da lanchonete por toda Connecticut, último desejo do patriarca em vida. Isso acarreta diversos outros problemas que nos próximos capítulos serão explorados, já que Luke esconde o fato de Lorelai e ela, por sua vez, não conta que Emily havia deixado a terapia e que ela estava indo sozinha.

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Pelo visto nada parece dar certo para Rory. Depois de ter sido demitida por Naomi sem ao menos começar a escrever o livro, ela também é dispensada por Sandee que tanto a desejou desde o começo. O que restou foi apenas um artigo sobre filas para a GQ, que resultou num sexo casual com um Wookie. Isso fez Rory ficar nervosa, ao revelar para a mãe que em 32 anos de vida ela nunca havia feito sexo com um estranho, o que trouxe outras revelações à tona: ela decide contar para a mãe sobre o relacionamento com Logan, o que parece não deixar Lorelai tão chocada como ela ficaria em outros tempos. Parece que sua roupa de sorte não a ajudou tanto assim.

Reprodução / Netflix
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Foi um episódio cheio de acontecimentos e que nos mostrou personagens em busca de mudanças pessoais. Vamos ver no que as consequências de suas ações os levam nos dois últimos capítulos dessa jornada.

Vale lembrar que…

  • A passagem de tempo entre o capítulo anterior e este foi absurda. No período de uma semana já pulam do inverno para a primavera e de repente todas as árvores estão floridas e as borboletas voam livremente por aí.
  • Lorelai querendo os restos de comida no festival foram um dos melhores momentos.
  • Liz e TJ não fizeram a mínima falta.
  • Estou ansioso para a estreia de A Second Film by Kirk nos cinemas.
  • Mais uma vez senti falta de Miss Patty, dessa vez na town meeting.
  • Roy Choi e Rachael Ray como chefs na pousada!
  • A participação de Mae Whitman foi rápida, mas gostosa de ver.
  • The Real Paul Anka!

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Escrito por Guto Júnior

Melhor amigo da televisão, é viciado em arte, tecnologia, design, livros e muitas outras coisas. Sua maior vitória em vida foi receber um tweet de aniversário da Lauren Graham em pessoa. É daltônico e odeia café que nem a Alexis Bledel.

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