“Verão” é o terceiro episódio de Gilmore Girls: Um Ano para Recordar e foi escrito e dirigido por Daniel Palladino, marido da criadora Amy Sherman. Ele mostra Lorelai (Lauren Graham) e Rory (Alexis Bledel) se refrescando à beira da Piscina Municipal de Stars Hollow, citando Game of Thrones (eu vivi para ver isso!) e sendo gordofóbicas. Esse tipo de “humor” já havia aparecido nas outras temporadas da série e alguns de vocês podem já estar acostumados. Mas considerando o avanço que tivemos nas discussões a respeito de humor desde o ano 2000, acho que o Sr. Palladino vai ser bastante criticado pelo Brasil inteiro.

Reprodução / Netflix
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Uma coisa boa de ver no episódio foi o retorno de April (Vanessa Marano). Eu era um dos que não gostava da personagem e posso dizer que sua participação foi muito agradável e até engraçada. Vê-la insegura quanto a sua maturidade e o futuro, mentindo sobre ser cool, e pedindo socorro para Rory no quarto tirou minha impressão ruim da personagem.

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A impressão ruim fica mesmo por conta de Rory, que deixa claro seu interesse em ficar ao lado de Logan (Matt Czuchry), mesmo que ele continue noivo e, agora, com Odette em Londres com ele. Se eu já não gostava desse rapaz e de suas atitudes na série clássica, minha aversão só se intensificou nesse revival. Não pretendo julgar o tipo de relacionamento que ele e Rory decidiram ter, mas parece que nem ela mais está confortável com isso.

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Uma sequência que eu gostei bastante foi a town meeting em que o Taylor (Michael Winters) anuncia que haverá o Musical de Stars Hollow. Babette (Sally Struthers) está hilária insistindo que Rory voltou para casa e apresentando a Gangue dos 30 e poucos anos. Definitivamente é uma das atrizes que melhor incorporou a personagem. Não mudou nada!

E por falar em Musical, que sequência cansativa, não, amigos? Gostei da intenção de mostrar um pouco da história da cidade, as loucuras do Taylor e o talento inegável de Sutton Foster (Violet) e Christian Borle (Carl), mas acho que podiam ter encurtado a cena para ganharmos mais tempo com outros assuntos. Acho que Amy e Dan perderam a oportunidade de desenvolver outras histórias e personagens.

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Um ponto alto não só desse episódio, mas talvez do revival todo, foi o Bar Secreto de Stars Hollow. O bar funcionando normalmente, com Lane (Keiko Agena) e Zack (Todd Lowe) tocando ao fundo, Lorelai e Michel (Yanic Truesdale) tendo uma conversa séria na mesa (com direito a Lorelai citando O Podersoso Chefão) e, de repente, todo mundo correndo para juntar as coisas e apagar as luzes enquanto o Taylor passava na rua me transportou direto para os anos dourados de Gilmore Girls. Aquilo é muito a proposta bizarra, inusitada e hilária da série!

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Enquanto isso, uma nova oportunidade surge para Rory quando ela decide tomar conta da Stars Hollow Gazette, o jornal da cidade que estava para fechar as portas. Com dois funcionários bem malucos e um pouco inúteis, Rory pretende dar continuidade ao trabalho como editora-chefe e quem sabe dar uma nova cara para o jornal (o que não agrada a população tradicional de Stars Hollow).

Eis que surge um visitante conhecido do público: Jess Mariano (Milo Ventimiglia), um dos ex-namorados de Rory. Assim como retornou à série no episódio 6×18 para dar um chacoalhão em Rory e fazê-la voltar à faculdade e fazer as pazes com a mãe, no revival o papel de Jess também é colocar a garota perdida nos trilhos:

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Um livro sobre ela e a mãe. Quem não gostou muito da ideia foi Lorelai, que, surpreendentemente, nega o pedido da filha de ter sua história contada por escrito. A briga das duas tira toda a emoção que eu achei que iria sentir ao revisitar o túmulo de Richard. Não que isso seja ruim; eu adoro ver Lauren Graham e Alexis Bledel brigando na série, pois acho que é em momentos como este que elas nos presenteiam com sua melhor atuação.

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No fim do episódio, para compensar o Musical cansativo que tivemos, quando Taylor chama Lorelai de volta para um novo número escrito, eu fui às lágrimas. Que letra mais tocante, que interpretação impecável de Sutton e que entrega emocionante de Lauren nessa cena! Acho que todos nós sentimos que estávamos quebrando junto de Lorelai.

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E após ter uma briga séria com Luke (Scott Patterson) desencadeada por vários motivos – Lorelai já estava triste pelo desentendimento com Rory e Luke estava triste por ela ter mentido sobre ir à terapia sozinha – ela decide que precisa de um tempo sozinha e que vai para o meio do mato fazer Livre (Wild), o livro, não o filme, encerrando assim o terceiro episódio.

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Não deixe de ler nossa review do último – e polêmico – episódio do revival, “Outono”.

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  • Tati Lima

    Não assisti o primeiro musical inteiro (não aguentei), mas no segundo, chorei junto com Lorelai, senti o que ela estava sentindo.
    Fiquei muuuito decepcionada com Logan e senti pena da Rory na cena da escada. É até cheguei a pensar que Odete foi morar com ele em Londres por causa de Mitchum, talvez ele tenha se preocupado depois de ter visto Rory e Logan juntos e ajudou Odete com a mudança pra Londres.
    Esperava que Lorelai não aceitasse o livro.

  • Isléia ♏

    o musical foi péssimo, novamente sem a paty, mas realmente a cena final da música e a reflexão da Lorelai foram as melhores.
    a participação da filha do luke e do jess ficou pequena demais.

  • “E por falar em Musical, que sequência cansativa, não, amigos?” Lorelai e eu concordamos com você =D

  • Izabella Costa

    Achei esse um dos melhores episódios do revival, só perde pontos comigo em três coisas:
    – A cena da piscina (a gordofobia e a exploração dos meninos achei desnecessária);
    – O musical era grande e cansativo demais, isso é óbvio, talvez seja falta da Miss Patty.
    – Jess poderia ter aparecido mais.

    A Rory no Revival foi uma decepção a parte pelo rumo que ela deu pra vida dela, mas tirando a parte amorosa, eu super entendo a parte dela profissional por estar passando pela mesma situação caótica de falta de oportunidade na área de jornalismo. Entendo que dá bug às vezes, só que ela descontou tudo em uma relação destrutiva com o Logan. Triste, mas real. Pra mim foi ponto pros autores, pois trouxeram a realidade, que a Rory não é perfeita, ninguém é.