Seasons”, o revival de Gilmore Girls começa a ser rodado em Los Angeles na próxima terça-feira e o sentimento da criadora Amy Sherman-Palladino é de preocupação, devido ao atraso.

“Estes últimos dois dias têm sido loucos”, admite Amy, que está escrevendo e dirigindo o especial em quatro partes com o marido Daniel Palladino. “Tivemos nossa primeira mesa de leitura na quinta. Temos outra hoje. E então, começamos a dirigir [amanhã]”.

Felizmente, ela reservou 30 minutos em sua agenda apertada para responder com exclusividade a Michael Ausiello do TVLine as perguntas que todos queremos saber sobre a continuação da história das garotas Gilmore. E você confere a seguir, a tradução da primeira parte desse bate-papo.

TVLINE | No meio de toda essa loucura, você foi capaz de parar um pouco e absorver tudo?
Não. [Risos]

TVLINE | Sério? Você não teve um momento sequer de “Nossa, isso está mesmo acontecendo”?
O mais estranho para Dan e eu, é que estávamos trabalhando nisso desde maio. Conseguimos acertar o tom certo perto do ATX Television Festival em junho. Eles não haviam comprado a ideia, mas já havíamos planejado. E pelo fato de serem basicamente quatro filmes de 90 minutos, muito trabalho foi colocado em cima só para acharmos o tom. Então, as primeiras negociações aconteceram e elas não tinham nada a ver com os atores. E então aconteceram as negociações com os atores… foi um longo processo. Mais longo do que qualquer outro processo em que já estive envolvida. É como o processo de um piloto, quando o piloto já deveria ter sido aprovado e filmado, exceto que estamos iniciando tudo agora.

Há momentos. Tipo quando fui à Warner Bros. com Lauren [Graham]. Porque Lauren chegou um dia e estava trabalhando com sua equipe de cabelo e maquiagem e estávamos todos caminhando pelo espaço, foi muito estranho. E então caminhamos pelo cenário. E é a casa da Lorelai. Ou é a Dragonfly Inn. Momentos assim são simplesmente malucos. E então eu lembro “Oh, este é o trailer esquisito parado em frente ao escritório do [presidente da Warner Bros. Television] Peter Roth que tem o hambúrguer de peru” [Risos]. É muito surreal. Tem sido muito divertido escrever para esses personagens de novo. Sentimos falta de fazer isso. É que todo o processo de acordos foi longo pra caramba. Todos os dias avançávamos e era como “Ok, não vai acontecer hoje. Bem, precisamos continuar escrevendo!”. Foram seis meses de “Vamos continuar escrevendo porque… vai saber?” [Risos].

Divulgação

TVLINE | Então, vocês acharam o tom em maio. Quando você e Dan decidiram realmente que queriam levar isso em frente?
Lauren e eu nos falamos algumas vezes sobre isso ao longo dos anos “Deveríamos? Ou não?”. Sempre soubemos que deveria ter o momento certo. E a Warner Bros. nem sempre estava favorável. Ou alguma das garotas não estava disponível. Ou o momento era ruim. Ou era apenas passageiro. Então, em algum momento pensamos “Ok, provavelmente não irá acontecer”. E então [o catálogo de Gilmore Girls foi adquirido pela] Netflix e, de repente, estávamos andando por Nova Iorque e estudantes da NYU chegavam até nós e diziam “Oh, eu assisto a série. Era o programa favorito da minha mãe e agora estou assistindo com ela!”. Nós percebemos que havia um novo público para a série. E pensamos “Bem, agora que a Netflix existe, talvez seja a hora de falar como faríamos isso”. Então, Dan e eu consideramos.

Não queríamos fazer um reboot da série. Achamos que se fôssemos fazer, queríamos algo um pouquinho mais especial. Eu amo Sherlock. E amo o formato deles, porque [seus episódios] são mais do que um episódio. Eles ultrapassam mais do que 90 minutos de duração às vezes. Então nós pensamos “Por que não fazemos algo parecido?”. Originalmente iríamos fazer três [episódios]. E então pensamos… quatro estações, porque as estações eram algo tão grande na série. Foi a neve e o inverno e a primavera e os festivais… que definiram [Stars Hollow] demais. E pensamos que seria uma maneira apaixonante de encaixar com todas as nossas três garotas Gilmore ao longo de um ano. E, com isso, nos trancafiamos em um hotel em Sag Harbor e colocamos cartões no chão para as quatro estações e tivemos uma ideia geral de como achávamos que as histórias seriam. Então continuamos e achamos o tom.

Foi interessante, porque voltamos e Peter Roth estava no clima e ficamos todos meio que olhando um para o outro com um olhar de “Oh, é você de novo! Certo, já estivemos aqui antes!”. Peter sempre amou a série. Foi uma reunião agradável. Então alinhamos tudo. E então houve [o que pareceu] 12 anos de discussões e trapaças que me fizeram envelhecer. Tenho 100 agora. Eu espero ter algo do meu vigor da juventude de volta só pra arrastar meu traseiro rumo em direção desses episódios.

TVLINE | Então, os episódios – intitulados “Inverno”, “Primavera”, “Verão” e “Outono” – são uma clara ligação com Carole King. Mas essa ordem também funciona para sua história?
Sim, é como diz a canção, então será familiar para todos. Mas, na narrativa, realmente funcionou. Funcionou para abrir na neve e ter um ambiente mais forte e frio. E, então, terminar com uma exuberante e mais aquecida cidade dourada, com elementos de onde a história irá terminar. Estranhamente, a parte mais difícil não foi separar essas histórias, [a parte mais difícil foi que] nós tivemos de eliminar muitas coisas. No princípio era “Como iremos preencher 90 minutos?!” e depois era “Como iremos colocar tudo em 90 minutos?!”. Tornou-se meio ridículo esse “Oh, m****, agora estamos em três horas!”.

Fiquem ligados para a parte 2 da entrevista com Amy Sherman-Palladino aqui no site!

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